DSTs: Porque ainda precisamos falar sobre isso e como se prevenir?

Prevenção de doenças

As DSTs, como o próprio nome já diz, são doenças transmitidas via contato sexual onde, as bactérias, vírus ou fungos são transmitidos via sêmen e fluidos corporais. Mesmo com muitos novos estudos sobre essas doenças, informações sobre prevenção e métodos de proteção, há um crescente avanço de casos de mulheres e homens infectados por alguma DST em todo o Brasil e no mundo. Doenças como a Gonorreia e a Sífilis, grandes vilãs antigamente, estão ressurgindo com força total novamente.

Doenças

Foto: Shutterstock

Podemos destacar alguns fatores que vêm contribuindo para esse aumento, como: a falta de informação sobre o assunto, que apesar dos avanços, ainda é um obstáculo a ser vencido principalmente entre as comunidades mais carente e a negligência com o uso de proteção durante o ato sexual, a prevenção que é feita de um modo simples vem sendo ignorada pela população. Assim, vale destacar a grande importância a cerca do tema e  que ainda precisamos falar sobre DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e todas as suas formas de prevenção.

Se proteger em todos os tipos de relações sexuais, seja vaginal, anal ou oral é uma questão de saúde pública. Além disso, é fundamental manter as visitas ao ginecologista de forma regular, pelo menos uma vez ao ano.

Detectar e se prevenir são duas ações importantes, e nesse artigo, vamos dar diversas dicas importantes sobre o assunto para te ajudar a lidar com as DSTs.

Verdades gerais sobre as DSTs

• As DSTs podem ser assintomáticas em sua fase inicial;

• A camisinha é uma das melhores forma de prevenção;

• O uso de lubrificantes a base de água pode ajudar também na prevenção, isso porque quando usado com a camisinha evita o seu rompimento em relações anais e , também, em mulheres com pouca lubrificação;

• Há exames para diagnosticar todas essas DSTs; (Conheça as DSTs mais comuns e os exames para identificá-las)

• Boa parte das DSTs também são transmitidas por sexo oral;

• A ducha vaginal não prevenir contra as doenças;

• É possível contrair uma doença sexualmente transmissível apenas com o toque em uma genitália, como é o caso do HPV;

Camisinha sempre

A camisinha é um dos melhores métodos para evitar a transmissão de doenças venéreas. Infelizmente, ainda é considerada um tabu para muitas pessoas. O velho pensamento que “em uma relação estáveis não é necessário”, ou “é uma prova de amor não usar camisinha” ainda influenciam muitos homens e mulheres mundo a fora.

É fundamental usar camisinha em qualquer tipo de relacionamento, mesmo quando há uma relação de confiança, pois, toda população sexualmente ativa corre o risco. É preciso desromantizar o uso da camisinha e vê-la como uma proteção para ambos. Quase 50% da população brasileira sexualmente ativa não faz o uso de preservativos, ou seja, o risco de contágio é muito alto.

Camisinha

Foto: © Depositphotos

A melhor forma de prevenção é o uso do preservativo em toda relação sexual. A camisinha é acessível, distribuída gratuitamente em postos de saúde, é de fácil manuseio e uso, e tem uma ótima proteção contra contato com fluidos corporais, sangue, esperma. As chances de contrair alguma doença com o seu uso é de apenas 5% pois, no caso do HPV, como é um vírus que vive na pele ele ainda pode ser transmitido no contato com as partes onde a camisinha não cobre. O aconselhável é usar camisinha toda a vez que ocorrer uma relação sexual e apenas suspender o seu uso em casos de tentativa de gravidez.

A informação tem um papel importante na prevenção. O Ministério da Saúde vem investindo muito neste quesito, com panfletos educativos, programas sobre DSTs em postos de saúde, campanhas em eventos festivos como Reveillon e Carnaval. Mantenha-se sempre informada!

Como detectar  uma DST

Muitas DSTs não apresentam sintomas em sua fase inicial mas, alguns sinais diferentes podem ser notados e é importante está atentos a eles.  Sintomas como corrimentos estranhos, odores, dores, coceiras, ardências e feridas mostram que algo está errado. A qualquer sinal de alterações na região vaginal é preciso buscar ajuda profissional de um ginecologista. Falamos em um artigo recente tudo o que você precisa saber sobre corrimento (Saiba o que as manchas na calcinha podem significar).

As 7 principais DSTs

1. HPV (vírus)

Uma das DSTs que ganhou grande destaque nos últimos 10 anos devido ao aumento de infectados foi a HPV. O HPV é na verdade a abrevitura de “Human Papilomavirus”, também conhecido como Condiloma Acuminado e verruga genital. O vírus HPV causa malformações celulares nas células da pele e mucosa dado origem a verrugas e, em casos mais graves, pode acometer cólon do útero causando lesões cancerígenas. Essas verrugas podem acometer a região genital, anal ou oral.  Para contrair essa doença não é necessário haver penetração por isso é possível pegá-la até mesmo com o toque em uma genitália, desde que haja uma porta de entrada (pequenas lesões). Hoje em dia há uma vacina que protege contra a contaminação e o governo brasileiro vem realizando campanhas de vacinação.

2. HIV (vírus)

O HIV é o vírus causador da Aids, ele ataca o sistema imunológico deixando-o muito enfraquecido. Uma vez infectado, não há cura para o vírus. O tratamento visa deixar a carga viral o mais baixo possível para diminuir o risco de se desenvolver a Aids. Mesmo sendo, ainda, uma doença cheia de Tabus, é preciso conversar sobre ela, e entender que continua presente nos dias de hoje. A melhor forma de prevenção é usando camisinha em todas as relações sexuais, sendo vaginal, oral ou anal.

3. Herpes (vírus)

O Herpes é causado pelo vírus do Herpes Simples. Há dois tipos de vírus, o tipo 1 mais encontrado em infecções labiais e o tipo 2 mais encontrado em infecções genitais. O vírus tipo 2 é transmitido através da relação sexual, causando feridas em região genital e ânus. Não há cura definitiva para o vírus da Herpes. Uma vez infectado, o vírus fica latente no organismo podendo ser reativado novamente, várias e várias vezes. É fundamental tomar cuidado contra a sua contaminação.

Leia também: 9 doenças transmitidas pelo beijo na boca

4. Hepatite B (vírus)

Há vários tipos de hepatites, as quais geram degeneração do fígado porém, nem todos são transmitidos sexualmente. O vírus tipo B é transmitido pelo ato sexual, transfusão sangüinea, agulhas e objetos contaminadas, mãe para filho . Já o tipo C também pode ser transmitido desta forma mas, em menor grau. A Hepatite B geralmente não apresenta sintomas em sua fase inicial, e com a sua evolução pode levar ao quadro de cirrose hepática. Para a se prevenir contra a Hepatite B basta tomar as 3 doses da vacina, usar sempre camisinha no ato sexual e não compartilhar objetos de uso pessoal (alicate, tesoura, lâminas, etc).

5. Gonorreia (bactéria)

Essa é uma das DSTs mais comuns, afetando homens e mulheres por via sexual. A Gonorreia causa infecção nos orgãos genitais, além de olhos, garganta e articulações, podendo levar a infertilidade.

Com o aumento da prática de sexo sem camisinha, a Organização Mundial da Saúde vêm alertando para o surgimento de um tipo de Gonorreia resistente a vários antibióticos e de difícil tratamento que está se espalhando pelo mundo.

6. Clamídia (bactéria)

A clamídia é uma DST assintomática comum tanto em homens como em mulheres. Como não apresenta sintomas pode ser difícil de ser identificada. Por isso é fundamental fazer um exame de sangue regular para identificá-la. Quando não tratada, a doença causa outras doenças mais graves.

7. Sífilis (bactéria)

A Sífilis é uma doença que pode apresentar várias formas clínicas e é classificada em sífilis primária (cancro duro), secundária (Manchas no corpo) e terciária (complicações graves). Sem tratamento adequado essa doença também causa outras doenças mais graves, a longo prazo , podendo levar a morte e pode ser transmitida para o feto durante a gestação (Sífilis congênita). Por isso é fundamental realizar o teste de sangue regularmente, principalmente no início da gestação.

Cuidados importantes para se ter em relação às DSTs

Saude feminina

Foto: © Depositphotos

• Ir regularmente ao ginecologista;

• Ir regularmente ao dentista;

• Pedir exames de sangue para identificar algumas DSTs com regularidade;

• Ter uma boa higiene íntima;

• Ter uma boa saúde bucal;

• Conhecer os sintomas das DSTs;

• Usar sempre camisinha seja a masculina, a feminina, como também bucal-oral;

• Se vacinar com as vacinas existentes contra algumas DSTs;

• Sempre busque por orientação profissional, se você tem dúvidas busque um médico ou profissional da saúde especializado em DSTs.

As DSTs e o sexo lésbico

Como as relações sexuais entre duas mulheres não há o risco de gravidez, o uso de proteção contra as DSTs é praticamente nulo.

Mesmo tendo relações sexuais com uma mulher é fundamental ter esses cuidados:

• Usar preservativo em objetos para penetração;

• Não introduzir dedo na vagina depois de ter introduzido no ânus;

• Usar dedeiras todas as vez que for realizar introdução de dedos;

• Para sexo oral use sempre proteção com preservativos femininos ou bocais;

• Mantenha uma boa higiene em todos os objetos utilizados para penetrações.

As doenças sexualmente transmissíveis não escolhem opção sexual, por isso mesmo em relações entre mulheres é essencial o uso de proteção em todas as formas de sexo.

As DSTs e a gravidez

As DSTs são ainda mais assustadores em grávidas, por isso se você está planejando engravidar é fundamental realizar um planejamento pré gestação, dessa maneira, você consegue avaliar o seu nível de saúde e tomar as medidas corretas para deixar o seu corpo 100% saudável para receber uma vida.

Mulher gravida

Foto: © Depositphotos

Se a sua gravidez não planejada, você deve fazer um pré-natal e nele vai ser identificado qualquer tipo de DSTs, para algumas há a possibilidade de tratamento durante a gestação, mas será necessário sempre acompanhamento médico.

Leia também: 10 sinais básicos que podem identificar uma possível gravidez

As DSTs e o sexo oral

O sexo oral sem proteção também é uma forma de transmissão de DSTs. Para evitar contrair algumas das doenças citadas acima é fundamental usar algum tipo de preservativo. Entre eles estão: a camisinha masculina, a camisinha feminina e também a camisinha bucal-lingual.Essa camisinha é possível de ser encontradas nos sex shops e visa a proteção da boca.

Além disso, é fundamental cuidar da saúde dos dentes, evitando a formação de gengivites e dentes com lesões aberturas, pois, são portas de entrada as quais facilitam as transmissões.

Esperamos que este artigo te oriente e ajude a se prevenir contra as DSTS. Se cuide, faça sexo com responsabilidade, use sempre camisinha!

Por Tamires Criscio / Edição: Dona Giraffa

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2 comentários

  • Domingos disse:

    Obrigado pela informação porque eu sempre falo dessas doenças no meu setor. Faço parte de um grupo de educador de pares na empresa. Muito obrigado mais uma vez.

    Responder

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