Conheça cinco fatores que podem interferir no efeito do anticoncepcional

Saúde / Menstruação

Evitar uma gravidez indesejada não é mais um grande problema para os casais. Existem inúmeros métodos contraceptivos, com características únicas, que podem ser utilizados por diferentes tipos de organismo. Cabe ao casal e um especialista na área analisar qual dele é mais indicado para situação e adotar tal método. Porém, o que muitas mulheres não sabem é que existem algumas situações e medicamentos específicos que podem cortar o efeito do anticoncepcional.

Comprimido

Foto: © Depositphotos

Não estamos dizendo que pílulas, injetáveis e outros métodos não são seguros, pelo contrário. A questão é que há muitas substâncias que enfraquecem a ação do medicamento, colocando em risco a saúde e planos da mulher. Existem alguns sinais que podem acender o alerta para a total eficácia do anticoncepcional. Ausência de menstruação e sangramentos esporádicos fora do período normal são dois sintomas que devem ser observados com cautela.

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Você sabe quais são essas situações e medicamentos que podem comprometer a eficácia dos anticoncepcionais? Listamos para você alguns exemplos. Acompanhe nosso artigo de hoje e tire todas as suas dúvidas.

O que pode cortar o efeito do anticoncepcional?

1. Utilizar alguns tipos de medicamentos

Existem basicamente 5 tipos de medicamentos que reduzem a eficácia dos anticoncepcionais:

  • Diuréticos;
  • Antirretrovirais;
  • Antifúngicos;
  • Antiepiléticos;
  • Anticonvulsivantes.
Comprimidos

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Metronidazol, Ciclacilina, Rifampicina, Ampicilina, Ácido clavulânico, Oxacilina, Amoxacilina, Tetraciclina, Cloranfenicol e Dapsona são alguns dos que cortam o efeito do anticoncepcional. Assim como os derivados da penicilina, estes antibióticos reduzem os níveis de estradiol no sangue. Como estes medicamentos brecam a ação de bactérias do sistema intestinal, acabam por impedir a formação ideal de enzimas, transformando-as em hormônios ativos. Cabe dizer que tais hormônios influenciam diretamente no ciclo menstrual.

2. Apresentar vômitos e diarréias

Com certeza você já deve ter ouvido falar por aí que crises de vômito e diarreia podem interferir diretamente na eficácia do anticoncepcional. E de fato é verdade, mas com algumas ressalvas. Essas ocorrências podem cortar o efeito do anticoncepcional apenas se surgirem entre 2 e 4 horas após a ingestão da pílula.

Mulher no banheiro

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Quanto às mulheres que utilizam anticoncepcionais do tipo injetável ou adesivo, não há corte do efeito. Vamos explicar:

 Assim que o adesivo é colocado no corpo, os componentes do anticoncepcionais são rapidamente absorvidos pela pele, entrando em contato com a corrente sanguínea.

 O anticoncepcional injetável também já é recebido pelo organismo logo após entrar em contato com o músculo.

Algumas doenças possuem como sintoma principal a diarreia. Neste sentido, também devem ser observadas como prejudiciais à ação dos anticoncepcionais. Uma delas é a Doença de Crohn, enfermidade intestinal inflamatória e crônica que afeta o revestimento do trato digestivo.

E o que ocorre com a pílula? Como ela demora a ser absorvida pelo corpo (cerca de 3 a 4 horas), um quadro de diarreia ou vômito pode eliminar os componentes que ainda não foram absorvidos pelo organismo. Caso a pílula ainda esteja no estômago, pode ser expelida em uma diarreia. Devemos lembrar que os componentes presentes na pílula anticoncepcional são absorvidos no intestino.

Se você passar por uma crise de vômito ou diarreia, o ideal é manter um método contraceptivo paralelo à pílula, (como os preservativos masculino ou feminino), pelo menos até o final da cartela atual. Finalizando-a, é preciso buscar atendimento médica e seguir as orientações do seu ginecologista.

3. Ingerir alguns tipos de chás

Sabemos que muitas ervas naturais são tiro e queda no tratamento de dores e mal-estar. Porém, é preciso ficar atenta: alguns deles podem inibir a ação do anticoncepcional, acarretando em uma gravidez indesejada. Veja quais são e previna-se.

Dica: chás mais comuns e de consumo diário, como o chá verde e o chá amarelo, não são prejudiciais à eficácia do anticoncepcional! Há ainda alguns especialistas que dizem que o consumo exacerbado de qualquer tipo de chá pode cortar o efeito da pílula, já que potencializam o efeito diurético e os componentes da pílula podem ser descartados na urina. Na dúvida, ouça sempre as recomendações do seu médico.

Mulher tomando cha

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• Hibisco: ainda não existem comprovações científicas, mas muitos profissionais da área não indicam o consumo de chá de hibisco por quem utiliza anticoncepcionais.

• Erva de São João: utilizada no tratamento de depressão e ansiedade, a erva pode perder sua eficácia quando utilizada com outros medicamentos, dentre eles as pílulas anticoncepcionais. Corpos médicos da Suécia, através de estudos realizados, passaram a indicar a adoção de outros métodos contraceptivos à mulheres que ingeriam a erva, uma vez que seu efeito no organismo pode durar duas semanas.

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4. Não tomar as pílulas corretamente

Não há outra saída. Quando você opta por iniciar um método de prevenção utilizando pílulas anticoncepcionais, deve ficar atenta à cartela e tomar todos os comprimidos religiosamente. Esquecer de tomar a pílula por apenas 1 dia já interfere na eficácia do anticoncepcional. O mesmo ocorre para as mulheres que utilizam a pílula de uso contínuo e esquecem, por exemplo, de ingeri-la no mesmo horário, diariamente.

Prevenir gravidez

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Em caso de atraso ou esquecimento da pílula anticoncepcional (principalmente por mais de 12 horas), o mais indicado e consultar a bula e seguir as orientações escritas. O mesmo vale para quem dá uma pausa maior do que a normal entre as cartelas. Caso as dúvidas ainda existam, vale consultar o seu ginecologista.

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5. Consumir drogas ilícitas

Especialistas da área alertam para o perigo das drogas ilícitas na eficácia dos anticoncepcionais. E há uma razão para isso: assim como eles, drogas como cocaína, heroína e LSD são metabolizadas no fígado. Neste sentido, podem “brigar” com os componentes das pílulas, enfraquecendo sua ação.

Diferentes tipos de drogas

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O ideal é informar o seu ginecologista sobre o uso de qualquer tipo de droga, seja ela lícita ou não, e analisar a necessidade de utilizar um segundo método contraceptivo, garantindo a prevenção da gravidez indesejada.

Se você faz uso contínuo de anticoncepcionais, é interessante que anote nossas dicas e reveja as atitudes que podem cortar o efeito do anticoncepcional. Caso tenha dúvidas, não deixe de consultar um médico especialista na área. O atendimento médico é a melhor opção para obter orientações e sanar suas dúvidas! Caso queira compartilhar alguma experiência neste sentido, deixe seu comentário que adoraremos conversar com você!

Por Tatiane Andrade / Edição: Dona Giraffa

 • 10 sinais básicos que podem indicar uma possível gravidez

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1 comentário

  • Clodoaldo Lopes dos Santos disse:

    Que site lindo… Parabéns! Conteúdo bastante valioso também.

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