Conheça os diferentes tipos de partos

Gravidez

Foto: (c) Can Stock Photo

Quando uma mulher dá a luz, geralmente a pergunta feita com mais frequência é a de como foi o parto, se foi normal ou Cesárea. Na verdade, porém, existem vários tipos de partos e o ideal seria que a gestante se informasse com seu médico obstetra sobre todas essas formas de como trazer uma criança ao mundo.

O porquê de rotular os partos em apenas dois nomes

Convencionou-se chamar de:

– Parto normal

Aquele que dispensa muitos cuidados médicos, no qual não é ministrado nenhum anestésico, enfim, aquele parto tradicional, que geralmente era realizado por parteiras, muitas vezes na própria casa da gestante. Quando feito em hospitais, há o acompanhamento da temperatura, pressão arterial e frequência cardíaca do bebê e também da mamãe.

Para que esse não seja tão doloroso, alguns médicos optam por incisões no períneo ou indução do mesmo, rompendo a bolsa d’água, acelerando assim o trabalho de parto. O parto normal oferece uma recuperação bem mais rápida que o parto cesárea.

– Parto cesárea

É uma cirurgia que, corretamente falando, devia acontecer somente quando fosse necessário, ou seja, quando mãe e filho estivessem correndo algum tipo de risco caso fosse um parto normal. Mas, nesses casos, o médico é o primeiro a avisar.  

Outros tipos de partos

Além dos dois já citados, temos também o parto natural, o parto de cócoras, o parto sem dor, o parto Leboyer, o parto na água e o parto a fórceps, todos com as suas devidas características. Vamos a eles.

Parto natural

O parto natural foi muito defendido nos anos 80 (1980) como uma forma de retomar o sentido do nascimento e de seu processo natural. É um parto ativo, onde a mulher é quem faz o bebê nascer. Esse tipo de parto difere do normal apenas pelo fato de nele não haver intervenções como anestesias para incisões no períneo, nem indução do mesmo. Pode ser feito em hospital ou em casa mesmo.

Parto de cócoras

Muito comum entre as índias, o parto de cócoras é bem parecido com o natural, diferindo apenas na posição que a mulher fica durante o mesmo: de cócoras. Essa posição facilita muito, pois conta com a ajuda da gravidade e intensifica a eficiência das contrações e o esforço da mãe, o que acelera muito o procedimento.

A presença de um acompanhante para dar apoio ao corpo da mulher, no caso, nas costas, é muito significativa, principalmente se for o pai da criança a fazer isso.

Parto sem dor

Esse treinamento tem início no pré-natal, quando os médicos passam as informações de como exercitar a respiração para o relaxamento e a concentração da gestante na hora do parto. Isso ajuda a mãe a sentir-se mais segura e, com isso sentir menos dor. Porém, existem médicos que aplicam uma determinada quantia de anestésico, o que faz inibir a dor, após o período expulsivo da criança.

Parto Leboyer

Esse parto, criado pelo médico francês, Frederick Leboyer, introduzido no Brasil em 1974 pelo obstetra Dr. Cláudio Basbaum, foi o primeiro a dar a devida importância ao bebê e ao vínculo entre mãe e recém-nascido no momento do nascimento.

Ele consiste em massagear as costas do bebê assim que ele nasce ao invés da tradicional palmada para fazer com que o mesmo chore para abrir os pulmões. É um parto feito no silêncio, com muita calma e pouca luz com a finalidade de reduzir o trauma que significa para o bebê a saída do útero materno.

Parto na água

Esse parto feito dentro de uma banheira, com a água na temperatura corpórea cobrindo toda a barriga e genitais da mãe, proporciona um conforto muito grande ao bebê quando sai do útero materno. Afinal ele está saindo de um local com água na mesma temperatura da que irá entrar. Sem contar que a água morna ajuda a aumentar a irrigação sanguínea, diminui a pressão arterial e aumenta o relaxamento muscular, fatores esses que provocam alívio das dores e maior rapidez no trabalho de parto.

Como no parto de cócoras, é muito importante a presença do pai para dar apoio ao corpo da mulher.

Parto a fórceps

É um recurso utilizado somente em casos de emergência ou sofrimento da criança, auxiliando sua saída do útero através do canal do parto. O fórceps é um instrumento que funciona como uma pinça especial para orientar e tracionar de forma correta a cabeça do bebê até a sua saída.

Por Ana Virginia Miotto
Redação Dona Giraffa
Crédito da Imagem: (c) Can Stock Photo

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1 comentário

  • Marina disse:

    Achei bacana as explicações, mas como gestante de primeira viagem, tenho pesquisado bastante sobre partos pois pretendo ter o dito “parto normal” e posso te afirmar que pelo menos no Brasil é praticamente impossível qualquer opção que não o normal ou cesárea, sendo a segunda opção quase que uma imposição médica. Mesmo o parto normal (que seja dentro da rede pública ou privada) se tornou uma opção assustadora, fiquei estarrecida com a forma que mãe e bebê são tratados em um momento que deveria ser mágico, além do desrespeito conosco há também total descompromisso com as recomendações da Organização Mundial da Saúde que como futura parturiente e mãe me parecem totalmente plausíveis e cabíveis dentro do nosso sistema de saúde.

    O parto foi burocratizado, transformado num procedimento médico para conveniência dos funcionários da saúde e faturamento financeiro dos hospitais e dos médicos, não é de se estranhar que o CREMERJ tenha proibido a participação dos médicos em partos realizados fora de hospitais, eu pelo menos ao pesquisar e estudar sobre partos em SP comecei a conciderar a possibilidade de Casas de Parto e outras opções ditas alternativas. Eu não quero ser obrigada a passar por uma cirurgia de grande porte como a cesárea, não quero uma enfermeira montada em minha barriga para acelerar a expulsão do meu bebê, não quero tomar remédios para induzir o parto que aumentem minha dor e causem sofrimento em meu bebê.

    Eu gostaria de contar com um hospital que me oferecesse todas essas opções de parto, que tratassem a mim e meu bebê com respeito, funcionários sensíveis ao próximo, e principalmente profissionais competentes capazes de me auxiliar e identificar qualquer situação anormal. Acho que é pedir muito né? rs..rs… Acho mais fácil ter meu filho na Inglaterra…rs..rs…. Bom, fica aí a opnião e angustia da futura mamãe que não faz a menor idéia de como vai parir o filho…

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