O que é enxaqueca? Sintomas e tratamentos

Prevenção de doenças

Algumas pessoas tendem a confundir as nomenclaturas que caracterizam dores na cabeça, considerando tudo como enxaqueca ou dor de cabeça, mas na verdade há algumas diferenças. Para começar, a enxaqueca não é uma simples dor; na realidade, ela é um tipo de cefaleia.

Foto: (c) Can Stock Photo

A enxaqueca, um pouco mais complexa, é uma síndrome neurológica diagnosticada desde o princípio da humanidade e de grande alcance no mundo todo. Ela tem sintomas como dores de cabeça recorrentes, unilaterais ou bilaterais, gera pulsações na cabeça, pode ser intensa ou moderada e seguida ou não por sinais neurológicos focais chamados de aura. Em algumas pessoas, há também náuseas, vômito, fotofobia e fonofobia.

Por mais inacreditável que pareça, a dor pode durar de 4 a 72 horas e também ocorre em crianças, devido a motivos como dor abdominal recorrente, vômitos cíclicos, dores nas pernas e tonturas.

Como prever

A enxaqueca possui sintomas premonitórios, que permitem que ela seja prevista. Eles aparecem algumas horas ou até mesmo dias antes da cefaleia:

– Hiperatividade
– Falta de apetite
– Depressão nervosa
– Irritabilidade
– Bocejos constantes
– Dificuldade de memorização
– Sonolência
– Desejo por alimentos específicos
– Causas

Embora a princípio a enxaqueca não tenha sua origem definida, especialistas acreditam que a causa possui diversos fatores, com caráter hereditário bastante definido. Segundo estudos, os pacientes com enxaqueca possuem um desequilíbrio de neurotransmissores no Sistema Trigemino-Vascular, o causador de fenômenos dolorosos na face e no crânio.

Essas crises de dor podem ocorrer devido a fatores como alterações hormonais súbitas (menstruação, nas mulheres), estresse emocional e físico, alimentos como álcool, queijo, frituras, vinho tinto e privação ou excesso de sono.

Diagnóstico

Para que seja feito o diagnóstico do problema, você precisa passar por uma série de avaliações, como exame físico e neurológico completo e história detalhada. Em alguns casos, talvez seja necessário fazer exames complementares, como eletroencefalograma e ressonância magnética. Essa necessidade se dá em pacientes com mais de 50 anos ou quando existir histórico de câncer, doenças infecciosas, alteração no exame neurológico, histórico de HIV ou quando a dor começar de forma súbita, for intensa e não passar com o uso de analgésicos.

Outro ponto de análise é a quantidade de vezes que a pessoa teve enxaqueca, com um mínimo de cinco crises de dor de cabeça moderada ou forte, unilateral e pulsátil, com duração de pelo menos 4 horas e, no máximo, 72 horas. Além disso, deve ser acompanhada de vômito ou náuseas, apresentar sensibilidade à luz e ao barulho e ser intensificada durante atividades físicas.

Tratamento

Para conforto de todas as pessoas que sofrem do mal, a enxaqueca é passível de tratamento, que será definido pelo médico, de acordo com as necessidades de cada paciente. O primeiro passo é fazer um diagnóstico correto do tipo de dor de cabeça, e então controlar os fatores que predispõem o problema.

Tratamento com medicamento para aborto das crises: nesse caso, faz-se uso de antiinflamatórios e até mesmo de remédios específicos para enxaqueca. Um exemplo são os triptanos, drogas que atuam nos mecanismos que geram a dor de cabeça.

Tratamento com medicamento para prevenir as crises: Em casos de crises por três ou mais vezes em um único mês, ou quando as dores forem fortes demais ou não responderem aos remédios abortivos, é necessário utilizar remédios como antidepressivos tricíclicos em baixas doses ou então betabloqueadores e anticonvulsionantes.

Tratamento sem medicamento: De acordo com o diagnóstico do paciente, o médico poderá receitar tratamentos como biofeedback e técnicas de relaxamento, dieta, fisioterapia, acupuntura e psicoterapia.

Por Franciele Bueno
Redação Dona Giraffa
Crédito da Imagem: (c) Can Stock Photo

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1 comentário

  • julia disse:

    eu que tenho problema de enxaqueca foi muito bom ter lido

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