Juntos, mas separados

Relacionamento

Juntos, mas separados

As relações atuais ganharam tantas vertentes que às vezes ficamos meio perdidos com tantas opções. Bom para aqueles indecisos, que não querem compromissos sérios, como casamento, mas não abrem mão de morar com a pessoa amada.

Um desses relacionamentos é aquele em que duas pessoas se casam, têm filhos e depois de muitos anos percebem que não conseguem conviver.

Talvez motivados por uma traição, por desinteresse de uma das partes ou gênios incompatíveis, estes casais começam a discutir com frequência, não concordam em nada e aquela família perfeita de repente passa a protagonizar confusões e está prestes a ruir.

A consequência é a separação, e aí é que está a diferença. Quando um casal se separa é para sempre, ou então eles reatam e o casamento volta a existir, com os pais morando na mesma coisa, como uma família tradicional. Mas nas relações atuais, você pode terminar o casamento, viver como uma mulher solteira mas continuar se encontrando com o ex-marido e atual namorado.

Pode parecer algo conveniente se uma dos motivos da separação foi que a convivência ficou insustentável, mas de qualquer forma, não é uma opção muito benéfica.

Primeiro porque durante o processo de separação, com certeza muitas pessoas foram envolvidas e podem até mesmo ter criado atritos com seu marido. Ao entrarem neste relacionamento indefinido, em que vocês estão juntos, mas ao mesmo tempo não estão, de uma forma ou de outras aquelas pessoas estarão envolvidas.

Outro problema são os filhos. Caso eles sejam pequenos, uma imensa confusão vai ser criada em suas cabeças. Você pode achar que eles não se dão conta de tudo o que aconteceu e acontece, mas a verdade é que eles assimilam muito mais do que parece e ter um pai que não vive mais com eles, mas sempre está com sua mãe não fará o menor sentido.

Pensar em você deve ser sempre a primeira atitude. Mas ser egoísta ou ignorar tudo de errado que acontece com esta relação não faz parte deste pensamento. Se você e seu marido se amam, qualquer diferença pode ser contornada, e para isso basta apenas maturidade para aceitar as diferenças.

Se houve alguma atitude imperdoável, que culminou com o rompimento, você já deveria ter tirado este homem de sua vida. Continuar com ele, mesmo que não oficialmente, só prova que você o ama ou não quer se separar dele e perdoou o ocorrido.

Em todos os casos, o raciocínio é simples: vocês têm problemas, mas querem continuar juntos. Então por que não se dar uma chance de aproveitar isso com todas as vantagens e desvantagens, descer do muro e assumir a situação? Tenha certeza de que o relacionamento, mesmo com suas dificuldades, será mais satisfatório que este meio termo cômodo.

Por Franciele Bueno
Redação Dona Giraffa

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1 comentário

  • Lacassagne´s disse:

    Olá ,

    Achei a abordagem interessante, pois estou passando por esta situação, decidi pela separação, porque não me encaixo nos conceitos de amor tradicional q vejo as pessoas comentando por aí, meu conceito de amor provavelmente não servirá de parãmetro para outros pois tb considero uma forma de amar quando alguém respeita a tua decisão, , te deixa voar, não é egoísta, o q vem acontecendo com nós dois, e confesso, é bem aí que ele (meu ex) vem mostrando o quanto amadureceu, antes muito ciumento, brigas, até uma traição (uma das causas do meu desencanto gradativo), pois abobino atitudes, comportamentos machistasenfim. Porém o q quero dizer é q hj o meu ex é meu parceiro, amigo cuidadoso e carinhoso de todas as horas, não nega q me ama, e faz qualquer coisa para estar junto. Se percebe q preciso de algo ele já providenciou, o q me incomoda, pois sempre fui muito independente e ele, quer me mimar (detesto), não sei se este comportamento seja uma forma mascarada para estar perto e me controlar, ou a sua forma de amar…Fico a pensar se caso sei lá, venha a me interessar por outro alguém como irá reagir? Estou dando um tempo para ele, afinal, foram 25 anos, de luta juntos e apesar de termos construido um patrimônio juntos nada reviindiquei e nem pretendo. Desta união temos um filho já um homem de 23 anos bem resolvido na vida. Contrariamente a ele, eu não sinto interesse sexual por ele, por isto decidi romper, mas será q isto a gente resgata ainda? Será q amor e sexo são realmente uma dobradinha? Será q Lacan está certo quando diz q amor e a sexualidade andam lado a lado? Creio q sim, eu não consegui ficar no meu casamento só n troca de gentilezas, tb quero sexo, acho que é um conjunto. Não sei. Sei q aos poucos volto a admirar o meu ex-marido, e como vc disse, quem sabe dar a nós uma nova chance, mas com um porém, eu na minha casa e e ele na dele. Quem sabe. Grande abraço

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