Já não fazem mais namorados como antigamente

Relacionamento

Ontem eu estava conversando com algumas amigas sobre os namoros de hoje em dia, nesta conversa, analisamos que os jovens estão muito mudados atualmente. Hoje é comum andar na rua e ver crianças que apenas começaram a entrar na adolescência terem relacionamentos prematuros, não só adolescentes, mas cada dia se torna mais comum a troca instantânea de parceiros, como se não fosse mais importante cultivar os sentimentos e o compromisso com o outro.

Hoje um, amanhã outro e assim por diante. Quantas vezes já ouvi minha mãe assistindo e se perguntando, o que há de errado com essa juventude? Infelizmente eu também não sei. Antigamente os namoros também eram prematuros, minha avó e meu avô casaram muito jovens com 14 e 15 anos, mas nem por isso era essa “pegação”, o negócio era só pega na mãozinha, os beijos, abraços e “amassos” só depois do casamento.

Mas a televisão chegou e com ela o colorido do mundo a fora. Novas ideias, novas opiniões e nada de planejamento familiar ao longo prazo ou planos para o futuro. O negócio que prevalece agora é o tal do ficar, nada de compromisso, nada de casar, ter filhos, nada de feriados recheados de parentes. A liberdade é a palavra da vez, e ela é sozinha, não trabalha em grupo, nada de amor, afeto, família ou qualquer outra coisa que necessite do próximo para a vida seguir em frente.

Os reflexos deste novo mundo liberal estão visíveis, maior índice de mães solteiras e mais jovens fazendo festa todos os dias. Casar agora virou motivo de piada e gozação, “olha lá aquele cara vai colocar a coleira e ainda assim vai virar chifrudo”. A essência do romantismo, da importância e de se desfrutar bons momentos e lembranças, estas já são raras de se ver.

É lógico que todo mundo coloca a culpa no desenvolvimento, na globalização, na mídia e na falta de vergonha na cara desta nova geração. Mas se a educação que vem do berço, aquela que era rígida e praticada pelos nossos pais e avós não continuar sendo exercida, vai acabar com o pouco que ainda resta de respeito e educação que está escondido no ser humano.

Um relacionamento verdadeiro torna as pessoas mais humanas, mais empáticas. É literalmente terapia domiciliar que ajuda no exercício da paciência, da descoberta de novos gostos e de uma perspectiva diferente, o afeto colabora com a convivência. É bom ter alguém por perto para dividir as angustias e achar alternativas para solucionar os problemas, isso facilita muito no nosso crescimento pessoal, não apenas ficar com alguém por ficar, pela simples atração, é só o tempo que ajuda a cultivar um sentimento que possa te fazer se sentir completo.

Por Aline Cristiane de Menezes
Redação Dona Giraffa

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40 comentários

  • Leco disse:

    Será? Pode ser o contrário, também? Muitos escolhem as pessoas erradas, principalmente as mulheres. Cadê as mulheres românticas e carinhosas? Hoje não se fazem casamentos da época dos nossos pais e avôs.
    Antes da amar alguém, ame a si mesmo (a).
    Muitas vezes, principalmente as mulheres, perdem a chance de ter um cara bacana ao seu lado.

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  • Bia disse:

    Gente, a onde que ta escrito que apenas os namorados homens mudaram? Ta certo, a autora do texto é uma mulher, mas percebi que ela atribuiu o problema a essa nova geração do “pegue, mas não se apegue”, em que as pessoas enxergam o próximo como mais um bem de consumo, descartável… Pode parecer cliche sim, mas uma criação, principalmente na infancia, dentro de uma familia com bases sólidas e religião, ajuda bastante na formação do carater dos jovens. Conforme a criação, assim são incutidos os valores na cabeça das crianças. Um homem criado numa familia unida e estável, certamente estará mais receptivo e aberto ao casamento e à monogamia. Uma mulher criada numa familia amorosa e presente, certamente saberá ser uma boa companheira para seu marido. Não sei onde está a dificuldade de se perceber isso? Hoje o que temos são adolescente com quase 40 anos com medo de sair da casa dos pai, de enfrentar a vida, que acham que namorar é como comprar um novo smartphone… infelizmente, e quando passar essa fase, o que fica? Os vicios e a solidão… Pensem nisso… Eu não quero isso pra mim, e eu acredito que o amor não tem hora pra chegar, mas você tem que ta com o coração aberto pra recebê-lo, porque ele não vai vir dentro de um buquê de flores lindas, perfumadas e caras, ele não vai chegar num carro importado, nem terá um corpo perfeito, a idade ideal, talvez não seja nem da mesma cultura ou religião que você… E daí? Eu tinha uma camiseta quando era criança que eu adorava e tinha uma frase que eu nunca esqueci, não sei por que;;; “Siga o seu coração e acredite!” Feliz Natal e que o próximo ano chegue com mais amor e tolerancia a todos…

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  • Ana Cristina Cornélius disse:

    Agora as pessoas são mais individualistas, cada um só pensa no que é melhor pra ela (não que isso seja completamente ruim, isso ajuda muito o desenvolvimento pessoal, mas a vida não se trata só de uma pessoa), porém não sabem como trabalhar em conjunto, como a autora disse em um relacionamento verdadeiro você vai crescer junto com o seu companheiro. Generalizam muito falando que as mulheres não prestam mais que não se dão valor, só porque algumas fazem isso ou ficam com os homens por interesse não quer dizer que as outras não prestam. Agora se o cara fica procurando só por aparência e/ou se ela for fácil de "pegar", sinto muito você não vai encontrar uma dama para dividir a sua vida, muitos falam: "Se a mulher quer encontrar um cavalheiro, se comporte como uma dama", porém eu não vejo os homens se comportando como cavalheiros.

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