Independência da mulher

Comportamento

Independência da mulher

Quando se fala de independência, o primeiro valor que se vem à mente é do campo financeiro, mas isso é absolutamente natural. Entretanto, por trás da dependência financeira podem existir diversas outras dependências que precisam ser trabalhadas também no campo psicológico.

Com base em complexos psicológicos comuns aos seres humanos, a sociedade se constitui tradicionalmente da figura masculina fornecedora e da feminina dependente. As mulheres há muito conquistaram o seu espaço no mercado de trabalho, mas diversas vezes ainda tendem a se postar submissas e dependentes de homens que, por sua vez, colocam o seu valor na sua habilidade para o papel de fornecedor. Mas às mulheres cabe desenvolver a sua autonomia em sentido amplo quebrando esse ciclo vicioso.

Não há nada mais deprimente do que pedir dinheiro dando explicações que deveriam se reservar ao campo íntimo. Para ser específica, como explicar que você deseja muito um sapato que na cabeça do outro você não precisa? Daí surgem frustrações e também se constrói uma trama de extorsão e chantagem vindas da pessoa dependente.

Absolutamente deplorável. Pior ainda é se o homem sente que nesse papel de fornecedor, com o controle do dinheiro (e da situação) está a garantia de sua masculinidade. É preciso buscar um caminho em que a relação dos dois seja mais equilibrada financeiramente, melhorando inclusive o relacionamento pessoal.

No passado, as moças que saíam da dependência financeira dos pais para entrarem em uma relação de dependência com o marido. Mas hoje em dia isso ainda não é raro. Se por acaso o casamento deve esperar que o homem se estabeleça financeiramente, porque ele não pode esperar a estabilização da mulher? Claro que, se a mulher desejar desvincular-se da família para se atrelar ao homem num momento imediato, que ela não deixe para depois a continuidade de sua colocação profissional, por exemplo, continuando seus estudos, ou não deixando para trás seus projetos.

Contudo, como dito anteriormente, não é só no campo financeiro que a mulher deve tratar sua dependência. A ela cabe desenvolver uma autoestima e uma autosuficiência que faz com que ela se baste. Que ela invista em si mesma, procurando se sentir bonita, atraente, interessante. É importante que ela tenha também uma independência afetiva.

Calma! Isso não significa ser fria, nem anti-romântica, significa que o seu estado de espírito não dependa exclusivamente de como vai o seu relacionamento. Aliás, a busca por outras fontes de bem-estar e alegria enriquecem a relação quando esses elementos vêm completá-la com histórias para contar, opiniões diferentes, aprendizados novos.

Cada pessoa tem que ser completa em si mesmo e buscar no outro a paz de espírito, o companheirismo e o amor desapegado. Amar, definitivamente, não é exercer poder sobre o outro, não é controlá-lo, nem ter ciúme. O amor conjugal é uma troca de boas energias que devem se enriquecer mais que na amizade pela cumplicidade e intimidade entre o casal.

Por Érica Marina
Redação Dona Giraffa

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5 comentários

  • Clara disse:

    Não entendo por que os homens se apegam tanto a este esterótipo de mulher dependente. Afinal, problemas como namorada ciumenta, que só pensa em casamento, falta de grana e as tão faladas “mulheres interesseiras” vão se diluir com este novo modelo de comportamento feminino.

    O que me dá nojo é que muitas mulheres, por mais poderosas e independentes que sejam, ainda FINGEM ou se DISFARÇAM de frágeis e dependentes, se moldam pelos padrões clássicos para atrair certos homens.

    Triste…

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  • Keity Anne disse:

    Querida Érica voc}e se expressou muito bem suas palavras foram tudo o que eu precisava saber. moro com meu pai que é divorciado. Eu tenho apenas dezesste anos e tomo conta da casa, enquanto meu pai trabalha, estudo e trabalho fora. sei que tenho muito o que viver ainda e sua palavras me inspiram sei que vou conseguir.
    Com carinho. Keity .

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    • Érica Marina disse:

      Isso mesmo, Keity! 😉

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  • Érica Marina disse:

    Sim, Taynã! Seu comentário está afinadíssimo com o texto. Pessoalmente, eu racho a conta e revezo o carro, pois o tradicionalismo é algo que simplesmente não tem razão de ser.

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  • taynã (macho) disse:

    Parabéns pelo texto. Você se expressou bem.

    Bom saber que existe uma mulher que não está presa a costumes do passado. De lá pra cá a importância das mulheres na sociedade cresceu (como você mesma escreveu), logo as coisas mudaram muito, mas, infelizmente, a forma de pensar não mudou tanto, né? Já cansei de ver mulheres e homens falando: “O homem é quem paga a conta. O homem é quem busca a mulher de carro”. Se a mulher, hoje, tem poder (grana), então por que não o assume? Se assim fizessem, o peso de se garantir financeiramente não ficaria todo em cima de nós, homens. Quando isso equilibrar, acredito muito, que as mulheres irão escolher melhor seus parceiros. Afinal de contas, será que uma mulher que me acha interessante é capaz de não me dar uma chance, porque encontrou outro cara com mais status do que eu?

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