Conheça as DST’s mais comuns nas mulheres

Todas as pessoas devem ter atenção especial com as doenças sexualmente transmissíveis (as chamadas DST’s). Nesta época do ano a preocupação com o tema aumenta e, por isso, escrevi este artigo a fim de trazer mais informações sobre o assunto, bem como os cuidados necessários para evitar contrair qualquer uma dessas doenças. As mulheres, que são alvos fáceis, devem ter atenção redobrada. Veja a seguir e proteja-se!

Doença sexualmente transmissível

Foto: © Depositphotos

Apesar de ambos os sexos deverem estar atentos e ter cuidados em relação a sua vida sexual – principalmente quanto ao uso da camisinha – as mulheres estão mais suscetíveis as DST’s, inclusive algumas delas são mais comuns no sexo feminino que, portanto, deve se proteger.

Claro que, como disse no começo, é importante comentar que qualquer pessoa (homem ou mulher) que tenha uma vida sexual ativa pode ter que lidar com DST’s, especialmente quando não há muita atenção quanto ao uso do preservativo.

Essas doenças podem ser causadas tanto por vírus quanto por bactérias e algumas são silenciosas, a ponto da pessoa infectada ignorar os pequenos sintomas.

Vamos conhecer agora as DST’s mais comuns nas mulheres:

Sintomas mais recorrentes das principais DST’s

Alguns sintomas, por menores que sejam indicam que há algo errado. Algumas mulheres costumam ignorá-los, mas o ideal é estar sempre atenta e ao notar qualquer coisa diferente marcar uma consulta com o ginecologista.

Sintomas de DST's

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Os sintomas mais comuns são:

• Feridas na região da vagina;

• Mau cheiro;

• Dor no baixo ventre fora do período menstrual;

• Vermelhidão na vagina;

• Dor ou dificuldade para fazer xixi;

• Dor ou ardência durante relações sexuais ou qualquer outra forma de contato íntimo;

• Corrimento vaginal;

• Coceira na região da vagina;

• Inchaço vaginal.

7 DST’s mais comuns nas mulheres

1. Clamídia

Causada pela bactéria Clamydia trachomatis costuma atingir mulheres jovens, solteiras e que possuem vários parceiros sexuais.

A maioria das mulheres não apresenta sintomas sendo observado apenas dores na região do baixo ventre, náuseas, febre e dores durante o ato sexual. Esses sintomas podem ser confundidos com outros problemas de saúde.

Causa inflamação das células do colo do útero e quando não tratada pode acabar atingindo o útero e os ovários. Além disso, o descuido em relação a essa doença pode levar a infecção crônica, risco maior de gravidez ectópica e até mesmo a infertilidade.

2. Vaginose bacteriana

A vaginose é uma das infecções mais comuns das mulheres em idade reprodutiva. Ocorre quando há um aumento das bactérias que estão naturalmente presentes na região vaginal.

O sintoma mais comum dessa DST é a presença de corrimento leitoso e com forte odor de peixe. Vermelhidão e coceira também podem estar presentes, mas há casos em que a doença é assintomática.

O tratamento consiste em antibiótico receitado pelo médico para que as bactérias da região da vagina voltem ao nível considerado normal.

3. Gonorreia

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae costuma atingir mulheres jovens, com idade entre 15 e 29 anos de idade que possuem vida sexual ativa.

A doença pode se manifestar rapidamente e não atinge apenas a região vaginal, sendo transmitida também no sexo oral e anal, causando inflamação na garganta ou no ânus.

É possível não apresentar nenhum sintoma, mas os mais comuns são sangramento, dor durante o sexo e corrimento amarelado ou com presença de sangue.

O tratamento é feito através de antibiótico de dose única e os parceiros sexuais devem se tratar também para que não ocorra reinfecção.

4. HPV

O HPV é causado por um vírus e sua principal forma de transmissão é através do sexo sem proteção. Também pode ser transmitido para o bebê durante o parto, razão pela qual os médicos optam pela cesariana quando a mulher grávida é diagnosticada com HPV.

Ele pode ser controlado e prevenido, no entanto não existe uma cura para a doença. Quando não tratado o HPV é um dos principais causadores do câncer de colo de útero.

Os principais sintomas envolvem verrugas na região íntima, podendo as lesões se desenvolverem até mesmo no colo do útero.

O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos ou até mesmo cirurgia para eliminar as lesões.

Leia também: Vacina contra HPV é importante para meninos e meninas a partir dos nove anos

5. Sífilis

A sífilis possui três estágios, sendo que o último pode causar danos aos órgãos internos como cérebro, coração e fígado.

No primeiro estágio da doença há a presença de uma ferida única que desaparece sem a intervenção de nenhum medicamento. Quando evolui para o segundo estágio aparecem outros sintomas como dores musculares, dores de cabeça, febre e dor de garganta.

É causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum e seu tratamento é feito através do uso de antibióticos.

6. Tricomoníase

Causada pelo parasita Trichomonasvaginalis é uma das principais causas do corrimento vaginal nas mulheres. Pode ser assintomática, mas a maioria das pessoas apresenta ao menos um sintoma.

O mais comum é o aparecimento da vaginite, com a presença de corrimento amarelo-esverdeado, dor ao fazer xixi, dor durante as relações sexuais e coceira vaginal.

Quando não tratada a DST pode ler ao câncer de colo de útero e até mesmo causar infertilidade.

O tratamento consiste no uso de antibióticos receitados pelo ginecologista após o diagnóstico. Também é preciso evitar ter relações sexuais por pelo menos uma semana.

7. Herpes genital

Causada pelo vírus herpes simples essa doença se manifesta através de pequenas feridas na região genital. Uma vez infectada é preciso lidar com a herpes para sempre, sendo necessário cuidados especiais durante o período em que os sintomas reaparecem.

As lesões costumam desaparecer sozinhas em até 14 dias e o tratamento consiste em encurtar a duração dos sintomas, prevenir complicações e diminuir o risco de transmissão. Medicamentos via oral ou tópicos podem ser receitados para uso durante o aparecimento das feridas.

Agora que você conhece as DST’s mais comuns que acometem as mulheres é hora de redobrar a atenção com a sua saúde.

Não ignore qualquer sintoma diferente e visite seu ginecologista com frequência. Além disso, nada de deixar o preservativo de lado, essa ainda é a forma mais segura de prevenir a grande maioria das DST’s.

Por Vivian Fiorio / Edição: Dona Giraffa

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