Tipos de anticoncepcionais: conheça os principais métodos

Adotar métodos eficientes para prevenir a gravidez é algo indispensável para mulheres jovens que ainda não possuem planos de ter filhos. Apesar de um bebê ser algo muito desejado, tudo tem a sua hora e, uma gravidez fora do momento pode causar muitos problemas econômicos, sociais e ainda prejudicar o desenvolvimento da criança.

Mulher segurando cartela de anticoncepcional

Foto: © Depositphotos

Os anticoncepcionais se popularizaram no mercado há décadas e ofereceram uma liberdade sexual para as mulheres que antes não existia. Além de prevenir uma gravidez indesejável, os contraceptivos ainda possuem outros benefícios, como a regulagem dos hormônios e da menstruação, limpeza da pele, entre outros. (Pílulas anticoncepcionais mais utilizadas no Brasil)

Porém, dependendo do método escolhido, é possível que haja algumas desvantagens. Para você saber qual é o mais adequado para o seu caso, é importante consultar um ginecologista e descobrir se há algum tipo de restrição com a pílula comum ou se algum outro método pode ser mais adaptável ao seu tipo de organismo.

Confira os métodos anticoncepcionais mais populares:

1. Pílula comum:

De uso oral e adotada pela maioria das mulheres que buscam evitar gravidez, a pílula comum deve ser consumida todos os dias no mesmo horário. O anticoncepcional é muito eficiente na sua função, podendo evitar a gravidez com mais de 95% de certeza. Porém, é preciso tomar com responsabilidade, pois pequenos esquecimentos podem reduzir os efeitos da pílula. (Esquecer de tomar o anticoncepcional pode atrasar a menstruação)

2. Minipílula:

Com indicações especiais, como para mulheres que possuem restrições ao estrogênio, a minipílula é menos eficaz que a pílula comum, mas possui os seus benefícios. Essa pílula possui uma quantidade reduzida progesterona em sua fórmula, o que justifica a menor eficácia. Seu maior benefício é a capacidade de proteger contra o câncer de ovário e a redução do fluxo menstrual.

3. Injetáveis:

Diferente da pílula que deve ser tomada todos os dias, a injeção ocorre uma vez por mês ou por trimestre. O método é muito utilizado por mulheres que possuem dificuldade de lembrar de tomar a pílula, além de ser mais prático e não causar tantas preocupações. Porém, há alguns efeitos negativos, como a possibilidade de ganho de peso e retenção de líquidos. No geral, as injeções carregam uma carga hormonal alta.

4. Anel Vaginal

O anel vaginal é um método muito adotado por mulheres que não se adaptam a pílula comum, como no caso das que sofrem com os efeitos colaterais, como enjoos e enxaquecas. O anel é inserido no interior da vagina e permanece lá por três semanas, período em que libera os hormônios. Após isso a mulher menstrua normalmente.

5. Adesivo

Outro método adotado por mulheres que possuem problemas com a pílula comum, o adesivo é inserido na pele é os hormônios são absorvidos. É necessário trocar de adesivo uma vez por semana e a própria mulher pode fazer isto em casa. Após três semanas, a menstruação desce normalmente. No entanto, este método é utilizado de acordo com a recomendação médica em apenas alguns casos, não sendo muito comum na população feminina em geral.

6. DIU – Dispositivo Intrauterino:

O dispositivo é inserido no útero pelo ginecologista e é extremamente eficaz na prevenção da gravidez. No entanto, o método pode aumentar as cólicas e o fluxo menstrual, o que faz com que não seja recomendado para quem tem doenças como anemia. As mulheres que mais utilizam esse método são as que possuem endometriose.

7. Implante

Outro método comum em mulheres com endometriose, o implante é feito na pele do braço e libera doses de progesterona no organismo. O anticoncepcional tem duração de três anos e também é recomendado para mulheres que estão amamentando. Porém, o aparecimento de acnes e aumento do peso estão entre os efeitos colaterais. Além disso, o implante carrega uma dosagem alta de hormônios.

Qual método é o melhor?

Há muitas maneiras de prevenir uma gravidez e, a única maneira de saber qual é o melhor método para o seu caso é consultando um ginecologista. Evite adotar qualquer anticoncepcional sem indicação médica, principalmente a pílula diária. Mesmo que tenha uma pílula muito benéfica para a sua amiga, não significa que o seu organismo irá reagir da mesma forma.

Consulta no ginecologista

Foto: © Depositphotos

No geral, os ginecologistas recomendam a pílula de uso oral na maioria dos casos. Alguns métodos são adotados após a paciente apresentar problemas com o uso da pílula, como intensidade nos efeitos colaterais. Porém, a injeção já possui um uso mais livre, pois é adotada por mulheres que não conseguem ingerir a pílula todos os dias no mesmo horário.

O importante mesmo é consultar um médico e ver qual método se adequa melhor ao seu organismo. Mesmo as pílulas comuns possuem grandes variedades de hormônios em suas fórmulas e podem ter usos específicos. Além disso, há medicações de uso contínuo que impedem a mulher de menstruar, enquanto que outras necessitam de uma pausa de sete dias. (DST’s: como evitar 7 doenças sexualmente transmissíveis)

Não erre na hora de usar o anticoncepcional:

• Anote todas as instruções do seu ginecologista, pois a eficácia da maioria dos métodos está muito relacionada coma forma como a usuária utiliza. Se a pílula comum não for tomada da maneira correta, por exemplo, você pode engravidar facilmente.

• Relate ao seu ginecologista qualquer problema que tiver com o método atual. É comum sentir algum efeito colateral no início do uso da pílula ou outros métodos, porém, se os efeitos persistirem, talvez você tenha que trocar de comprimido ou testar outro tipo de anticoncepcional.

• De maneira alguma se automedique, principalmente se o assunto for anticoncepcional. Você poderá enfrentar problemas de saúde se escolher um método que não for recomendado para o seu caso.

Por Ana Paula Bretschneider / Redação: Dona Giraffa

Anticoncepcional: a partir de quanto tempo começa a fazer efeito no organismo?

Loading...
Seja o primeiro a comentar em Tipos de anticoncepcionais: conheça os principais métodos

Deixe seu comentário