Discutir a relação: ajuda ou piora?

A utilidade de discutir a relação entre casais sempre gerou muita polêmica com pessoas que defendem que é necessário e outras que acham desagradável. No conhecimento popular, as famosas DR’s sempre foram mecanismos femininos para resolver os problemas de comportamento e brigas. Já os homens, por serem mais práticos, costumam fugir da conversa e apresentam dificuldades para revelar os reais sentimentos. (Motivos que fazem os homens desistirem da relação)

Independente do comportamento típico do sexo, a questão é que os relacionamentos sempre estão sujeitos a enfrentar crises, cair na rotina e sofrer mudanças com o tempo. Nos momentos de tensões em que tudo parece estar indo por água a baixo, surge a grande dúvida: discutir a relação é bom para o casal ou só piora a situação?

casal brigando e discutindo a relação

Foto: (c) Can Stock Photo

Para responder essa pergunta, primeiramente é preciso entender de que maneira a expressão “discutir a relação” pode ser interpretada. A palavra “discutir” já vem acompanhada de uma carga negativa, que significa mais brigas e insatisfações, o que tende a agravar os problemas. Porém, se a DR for entendida como um diálogo entre casal, a ferramenta pode sim salvar relacionamentos que estão chegando ao limite.

Dialogar não é o mesmo que discutir e implica em uma série de cuidados, tolerância e harmonia para com o parceiro. O diálogo entre namorados é fundamental para que o relacionamento seja saudável, porém, esta conversa precisa ser feita do jeito certo e no momento adequado. Conheça algumas dicas para transformar a DR em diálogo e resolver os problemas do casal:

Espere a poeira baixar:

O pior momento para dialogar é durante uma briga ou logo após um momento de tensão. Mantenha o controle quando perceber que ele está agitado ou irritado e quando você estiver sensível. Durante uma briga, é possível que você ouça palavras que magoem e também diga coisas que não pensa de verdade, por causa da raiva.

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O ideal é evitar machucar o parceiro com palavras e desviar o assunto para ser dialogado em algum momento mais tarde. Depois de um ou dois dias, quando as coisas se acalmarem e você perceber que os dois estão tranquilos, procure uma maneira de iniciar o diálogo de forma pacífica.

Saiba medir as palavras:

Não são apenas nos períodos de raiva e irritabilidade que as palavras que machucam devem ser evitadas. Apesar de os momentos tensos serem mais propícios para dizer ofensas que causaram feridas no parceiro, o diálogo pacífico também está sujeito a alguns deslizes. As palavras podem ser interpretadas de forma negativa, mesmo que haja boas intenções.

Antes de iniciar a conversa, planeje os pontos no qual deseja abordar e a melhor forma de passar a mensagem sem maus entendidos. Prepare-se também para possíveis reações dele e procure ouvir mais do que falar, para não correr riscos de dizer o que não deve em um momento tão delicado.

Reconheça os próprios erros:

Não encare o diálogo como uma forma de você revelar ao parceiro o que ele anda fazendo de errado e tentar guiá-lo a soluções. As brigas não ocorrem por insatisfação de apenas uma pessoa, mas do casal. Entenda que da mesma forma que você quer que ele mude algumas atitudes, ele provavelmente também tem uma lista de reclamações para fazer sobre você.

mulher refletindo sobre o relacionamento

Foto: (c) Can Stock Photo

Para que a conversa funcione e traga resultados positivos, saiba ouvir as queixas, reconhecer os próprios defeitos e tentar adaptar alguns comportamentos a ele. É importante que após o diálogo haja um comprometimento dos dois para buscar melhorias para a relação e aperfeiçoamento pessoal.

Seja tolerante:

Durante a conversa, você provavelmente irá ouvir opiniões que não concorda e sentirá vontade de convencer o companheiro de que ele está errado. Porém, pense duas vezes antes de tentar impor a sua opinião sobre a dele, pois a maioria das brigas começam deste jeito e você não quer transformar o diálogo em discussão. (Brigas bobas no relacionamento. Como evitar?)

Tente colocar-se no lugar dele o máximo possível e entender o ponto de vista do amado. Se mesmo assim você achar que está certa, fale calmamente a sua opinião sem mostrar que tem necessidade de convencê-lo ou fazer com que ele abandone as próprias crenças para pensar como você.

Não tente mudar o parceiro:

Tentar mudar o parceiro é um grande erro responsável pelo término de inúmeros relacionamentos. Comportamentos até podem ser mudados e melhorados para o bem da vida em casal, porém, a personalidade, preferências e princípios permanecerão os mesmos.

É preciso ter em mente que você está com uma pessoa que foi criada em outro ambiente e com uma família diferente e, por isso, a escala de valores dele não é a mesma que a sua. Algo que para você é um absurdo pode ser normal para ele e vice-versa. Se você souber como melhorar a relação sem impor a sua forma de pensar, é possível que os dois se acostumem com a maneira de viver um do outro e possam estar juntos sem conflitos.

Por Ana Paula Bretschneider / Edição: Dona Giraffa

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