Meu cão pode ter Cinomose?

Essa doença, que afeta os cachorrinhos, é muito conhecida e provavelmente, a maioria das pessoas que tem um cão em casa, já ouviu falar ou no nome “Cinomose”, ou na “doença que derreia a perna do cachorro”, como é popularmente conhecida. Embora a existência dela seja conhecida pelas pessoas, poucos sabem o que é e principalmente, poucos sabem que ela pode ser facilmente prevenida.

imagem de cachorro pug

Foto: (c) Can Stock Photo

O que é cinomose?

Cinomose é uma doença muito contagiosa que é provocada por um vírus, o vírus da cinomose. Um animal que está com essa doença, embora possa ser tratado, nem sempre se salvará. A maioria dos bichinhos morre e o ambiente no qual eles estavam enquanto doentes, permanece com o vírus por cerca de seis meses. Assim, uma casa que teve seu pet morto por esse vírus, deve ficar por seis meses sem ter novos cachorrinhos.

Os donos de gatos podem ficar tranquilos, pois essa doença não é passada para eles. (Toxoplasmose: fique por dentro) Já os donos de furões, precisam ficar alertar e procurar orientação de um médico veterinário clínico especialista em animais silvestres, pois eles podem adoecer com a cinomose.

Como o animal pega essa doença?

O contato com um cão doente é a maneira mais comum de um animal sadio adoecer. Ambientes contaminados pelo vírus também são um risco e o bichinho pode pegar a cinomose nele.

Esse vírus se espalha rapidamente e pode ser carregado para casa nos sapatos, na mãos do dono, nas rodas do carro e até mesmo pelo ar, ou seja, o risco de um bichinho ter essa doença é muito grande.

Em locais nos quais há muitos animais vivendo juntos, como em canis, ou centros de zoonoses, o risco de passar a doença de um pet para o outro é ainda maior, pois eles estão próximos e muitas vezes dividem os mesmos potes de água e comida.

Como o vírus entra no organismo do bichinho?

Entrando em contato com um local contaminado, com um cão doente ou até mesmo com o vírus suspenso no ar, o vírus ar cinomose tem como portas de entrada principais o nariz e os olhos.

Embora o organismo do pet logo note que há um intruso nele e comece a tentar combater o vírus, ele não tem muito sucesso. O vírus da cinomose vai se espalhando por dentro do organismo do animal com muita rapidez. Primeiro nas mucosas, em órgão variados e depois acaba chegando ao sistema nervoso central.

O que pode ser notado no animal doente?

Os sinais clínicos são variados. No inicio, o animal pode apresentar apatia e se recusar a se alimentar. Corrimento nasal e ocular também são bastante frequentes. Na pele, a presença de umas bolinhas (pústulas), principalmente na região do focinho e da barriga, podem aparecer.

Com a evolução da doença e a chegada do vírus no sistema nervoso o animal passa a apresentar sinais neurológicos. Espasmos (tremores involuntários) nos membros posteriores são frequentes, no inicio desses sinais. Esses tremores podem ser visualizados no focinho, orelha e em outras partes do corpo. Em casos muito graves e com a doença muito avançada, o animal pode ter convulsão, não conseguir mais firmar as patas traseiras e ficar sem andar.

O que fazer?

Qualquer alteração no comportamento ou em qualquer parte do corpo do animal, é o suficientemente preocupante e por isso, ele deve ser levado rapidamente ao médico veterinário. O dono precisa lembrar que o bichinho não fala, mas que demonstra que algo não está bem. Um olhar mais triste, um andar incoordenado ou o fato de se negar a comer, já são sinais muito importantes e que requerem do dono, um socorro imediato.

Chegando ao médico veterinário, ele irá examinar o animal, pegar um histórico detalhado e, quando possível, poderá pedir alguns exames, como o hemograma.

Há tratamento para cinome?

A resposta é sim, há tratamento. Ele se baseia em vitaminas, antibióticos para evitar infecção bacteriana secundária, quando necessário fluidoterapia (soro na veia) entre outras medicações. O medicamento utilizado e o tipo de tratamento dependerá do estado em que o animal se encontrar e de como a doença evoluiu. Só após um bom exame o médico veterinário poderá  indicar o que fazer.

Como evitar?

A cinomose pode ser facilmente evitada, pois há vacina que protege o cão da doença. Ela deve ser dada sempre por um médico veterinário e de acordo com o protocolo passado por ele. No geral, os filhote tomam de 3 a 4 doses e devem ser revacinados anualmente, por toda a vida.

E seu cão? Está protegido? Se não estiver, leve-o agora mesmo a uma clinica e garanta a saúde do seu amiguinho de quatro patas.

Por Milena Godoy / Edição: Dona Giraffa

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