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O amor e o ódio caminham juntos

Já repararam que ninguém nasce amando ou odiando alguém? Os dois sentimentos, um positivo e o outro totalmente negativo, são gerados durante certo tempo de convivência com as pessoas. Existem pessoas que nos cativam assim que as conhecemos e outra pelas quais não sentimos vínculo nenhum de afeto ou simpatia.

O ódio, porém, esse sentimento tão menor, é sempre decorrente de algum fator externo que alguém possa ter-nos provocado. Ele nunca é gratuito. A antipatia sim, essa pode até ser gratuita, mas o ódio não.

Uma palavra mal colocada num momento errado, um desafeto, uma ofensa, qualquer atrito desse tipo pode gerar uma raiva repentina que acaba desencadeando um mal estar, uma mágoa, quase sempre conservada mais por uma das pessoas que pelas duas. Mas o ódio é terrivelmente mais sério e complicado.

Quando se trata de relacionamento homem-mulher, esse então parece ser fatal. E o mais impressionante é a origem do ódio: ninguém sente ódio por alguém que lhe é indiferente.

O ódio nasce num momento de desespero quando alguém que amamos muito nos machuca de uma determinada forma que chega a nos cegar, tira o chão de baixo dos nossos pés e o raciocínio vai à zero.

Os motivos que levam a isso são inumeráveis: uma traição, uma decepção, uma mentira grave, e outros tantos acontecimentos. Mas o mais interessante na questão é que só passamos a odiar pessoas a quem amamos muito.

O mesmo fato provocado por alguém que nos é indiferente passaria batido, mas aquela pessoa por quem nutrimos a maior admiração, o maior respeito e amor, essa jamais deveria ter nos feito algo. Mesmo porque, em nossas cabeças, temos a certeza de que não foi nada impulsivo, mas sim intencional.

Daí a dificuldade de perdoar e voltar a confiar. Ficará sempre uma dúvida no ar, a qual nunca conseguiremos entender, mesmo que as justificativas sejam plausíveis.

Por isso que um relacionamento a dois tem que ser muito bem elaborado e bem cuidado, justamente para não cairmos nesses deslizes que fatalmente acabarão com uma relação.

A pessoa, de amada, passa a ser uma inimiga na história, uma vilã. E o que mais dói são as lembranças de tantos bons momentos vividos a dois e que ficarão apenas na memória do passado, mesmo porque em determinados casos, não nos permitimos nem perdoar.

Por Ana Virginia Miotto
Redação Dona Giraffa

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3 Comentários em O amor e o ódio caminham juntos
  • Carlos Eduardo disse:
    Sabi, Eu Sempre cri na verdade de um amor, passei por uma situação descrita no texto acima, a garota na qual eu namorava conseguiu me odiar de uma força indescritivel, mas tenho pra mim que o verdadeiro amor e algo que sempre vai transceder sobre todas as coisas, sempre haverá um perdão, sempre haverá uma nova chance, um novo recomeço…acredito que o verdadeiro amor seja isso doar mais do que receber.
  • Quando você aprender o que é amor de verdade saberá que o amor perdoa e não deixa espaço para o ódio, pois aquele que tem ódio de quem ama é por que nunca amou de verdade.
  • Ananda Oliver disse:
    muito bom
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    A medida do amor é amar sem medida. Victor Hugo