Como driblar mentalmente o próprio ciúme

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O ciúme causa transtornos de relacionamento a partir do momento em que torna uma pessoa desagradável. Isto faz com que a complacência que o companheiro tem com outros defeitos acabe se dissolvendo em frente ao incômodo que o ciúme causa. Para quem sofre com o ciúme que sente, este texto pretende trazer uma reflexão.

Todo mundo sabe que o ciúme é fruto do orgulho e da baixa autoestima. O ciumento não tem suficiente segurança e se sente intimidado por qualquer possível ameaça – que deve vir de todos os lados, já que ele mesmo não confia muito em si próprio. O outro é sempre um potencial concorrente, parece sempre suficientemente atraente ou interessante para lhe roubar o lugar.

Assim, automaticamente, primeira dica dos especialistas é sempre cuidar dessa autoestima. Mas não há como negar que este é um processo demorado e complexo. Tem gente que gostaria de nascer de novo, ser outra pessoa, para poder confiar em si. Não é bem por aí… ter autoconfiança é gostar do que se é e do que se tem. E aprender a gostar de si pode levar tempo.

Por outro lado, o ciúme é um certo tipo de cinismo também. E por esse motivo há uma forma de abordagem mais prática (e agressiva) para tentar mudar o jeito ciumento de pensar: encarando o ciúme como irracional e, de certa forma, ridículo.

Para isso, contudo, é preciso parar de pensar que o ciúme é “normal” ou que é o “tempero do relacionamento.” Vamos colocar essa abordagem de maneira prática: se você tem um namorado ou uma namorada bonita, os outros também não podem achar? Ou você prefere namorar alguém que só você acha que tem boa aparência?

Você se incomoda quando seu companheiro apenas olha para uma pessoa atraente? Mas não foi você o primeiro a identificar esse charme ou essa beleza e por isso sentiu ciúmes? Por que você acha que quem convive com você teria uma percepção diferente da sua?

Se os dois são capazes de perceber que existem pessoas interessantes, inteligentes, bonitas e agradáveis, nisso não há problema algum; apenas significa que existe pré-estabelecido um padrão que separa em categorias os indivíduos. Isso é muito diferente de se sentir atraído por uma terceira pessoa, por exemplo.

E o engraçado é que a vida está cheia de exemplos de namorados e cônjuges que têm um ciúme extremado, imaginando ou culpando o outro por uma suposta traição que nunca existiu quando, na verdade, são eles que traem. O que seria o ciúme, nesse caso, a não ser a suposição e o medo de que o outro pode agir exatamente como você age?

Concluindo, quando alguém se queixa de ser ciumento, a recomendação geral é trabalhar o próprio ego, tentar se gostar mais. Mas a sugestão deste texto é outra: antes de sentir ciúme, olhe-se no espelho dos seus próprios sentimentos e envergonhe-se do que sente. Essa tática pode ser mais efetiva.

Por Érica Marina
Redação Dona Giraffa

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11 comentários

  • Franklin Smith disse:

    Excelente artigo, finalmente um artigo escrito por uma mulher sobre ciúmes que não vem com aquele papinho de “quem ama cuida” ou “é o tempero do amor”. O ciúme é exatamente aquilo que foi colocado aqui: Falta de amor próprio, insegurança e todas as mazelas que vem de rebolo. Durante minha adolescência eu era muito ciumento, até encontrar uma namorada que era o dobro que eu.

    Nossa, daí eu vi o que é o inferno de verdade e do mal que eu tinha causado as minhas namoradas anteriores. Daí parei e pensei “man, eu não posso vigiá-la 24h! se ela quiser ficar com outro, vai ficar e eu sequer vou saber”. Matou a charada. Tive ótimos relacionamentos depois desse e digo sem sombra de dúvida: Quem ama da verdade, sequer tem oportunidade para pensar nesse tipo de bobagem. Fica a dica, amem como se não houvesse amanhã e não terão tempo de pensar nisso. Mente vazia, oficina do…. =P

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  • Suéber disse:

    Interessantíssima abordagem sobre um assunto que deixa várias pessoas entristecidas nem sempre com o parceiro e sim com si próprio.
    Parabéns!

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  • Aline disse:

    Mto interessante essas colocações. Sou ma pessoa mto ciumenta e me em quase todas as situaçoes.
    Parabéns

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  • Aluu disse:

    Parabéns ótimo texto, bem simples e explica muito bem ;D

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  • GHESSYKA disse:

    Oi ÉRICA. LI ESSE TEXTO AINDA ESSA SEMANA (você o modificou, é claro) E FOI PUBLICADO POR ALGUMA PSICÓLOGA, OU alguém que TENHA INFORMAÇÃO NESSA ÁREA, vi em algum site ou jornal online. Sabes o nome da pessoa? Queria ter acesso a mais textos dela. Legal ver a postagem aqui, ela me ajudou a reletir sobre meus atos!

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    • Érica Marina disse:

      Este texto é uma variação de outro texto meu, no link abaixo:
      http://muitofosfato.blogspot.com/2011/06/o-ciume-e-puro-cinismo.html
      Não utilizo texto alheio. Seria plágio.

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      • Érica Marina disse:

        Ghessyka, obrigada pela indicação. Procurei meu próprio texto na internet e achei uma plagiadora. Infelizmente, os bons autores são vítimas desse tipo de prática condenável. Se você quiser outros textos meus, além dos que têm aqui no Dona Giraffa, procure pelo blog Muito Fosfato. Nós colaboradores do Dona Giraffa NÃO PERMITIMOS a publicação dos textos em outros sites/blogs, afinal recebemos por isso.

        Portanto leitores, cuidado com o que vocês lêem em qualquer sitezinho ou blogzinho da internet. Procurem por boas fontes.

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  • Kellen Salum. disse:

    Muito bom, interessante.

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  • Liliane Barreto disse:

    Essa materia e excelente,mantive um casamento por 20 anos,casei com 14 mas ja estava insustentavel,o ciume dele me sufocou,eu nao podia conversar,eu nao podia nem sorrir,ai cheguei no limite e ja estou me divorciando…nao quero me envolver com ninquem assim mais…nao quero mais um relacionamento assim…parabens pelas dicas

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  • Andreia disse:

    Otimo texto, pena que li tarde de mais, qnd o namoro terminou por uma crise de ciumes que não consegui controlar.

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  • mARCUS disse:

    BOM DIA NÃO QUERO SER SOLTEIRO

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