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O destruidor de relacionamentos

Certos relacionamentos sobrevivem a uma grande perda, a uma traição, a algo que pode parecer imperdoável. Muitos relacionamentos continuam inteiros ao longo do tempo, apesar do desgaste natural dos anos que passam. É lógico que é preciso cultivar o amor para que ele sobreviva, mas será que existe algo que é capaz de destruir qualquer relacionamento?

Sim, existe! O vilão dos relacionamentos é a mágoa. Se você quiser ter uma ideia de como está um relacionamento, verifique a mágoa acumulada no íntimo de cada um.

Os desgastes entre duas pessoas que convivem existem e sempre existirão, na medida em que cada ser é um conjunto de características muito diferentes. É preciso que, com carinho e conversa, as duas pessoas que convivam saibam como contornar certas situações, saibam identificar onde ceder e onde mudar.

Mesmo assim, há relacionamentos que sobrevivem por anos a fio – até que a morte os separe – mesmo com muita discussão. Então não necessariamente é o desgaste entre os dois que pode fazer ruir um relacionamento.

Algumas relações, ainda, sobrevivem a grandes decepções, mas isso só acontece por que foi preciso aprender a perdoar. Quando não há esse perdão de fato, ou seja, quando a mágoa persiste e volta a todo instante a reivindicar o impossível, não há relacionamento que sobreviva.

É preciso deixar que o passado fique no passado. A cada acontecimento desagradável, a cada desentendimento, a cada mágoa que possa ficar: resolva com o outro de uma vez por todas! Discuta o que tiver que discutir, esqueça (se for possível) e que a mágoa morra aí.

Certas pessoas dizem que perdoam, mas, no próximo desentendimento, desenterram todos os defuntos: relembram mais uma vez todas as vezes que o outro a magoou. O problema é que no longo prazo isso gerará um acúmulo de ressentimentos que será insuportável para ambas as pessoas.

Isso porque, quando alguém se coloca como vítima, enumerando as vezes que o outro a feriu, na verdade ela está sendo vilã, cobrando do outro algo irrecuperável, não permitindo que ele possa recomeçar, jogando em cima de suas costas, mais uma vez, todo o peso do que já passou.

O outro, que pode ter ofendido certas vezes sem querer, que pode ter errado sem ter como consertar, que pode ter magoado sem nem perceber – o outro fica sem possibilidade de ação, pois nada que ele faça irá diminuir o acúmulo de pontos negativos, que só tende a aumentar com o passar dos anos. Que a pessoa rancorosa possa deixar de sê-lo, usando seus recursos de memória para alimentar o que é positivo: relembrando e guardando consigo o que de bom o outro possa ter feito por ela.

Por Érica Marina
Redação Dona Giraffa

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